“Tirem a Grã-Bretanha da Europa”, é o título do Daily Express. Com estas palavras, o diário ferozmente eurocético lança uma “cruzada” ao seu jeito, a primeira do género, apelando a que o Reino Unido diga “adieu” à UE. “Após demasiados anos a ser vítimas da expoliação, do assédio, da sobrerregulamentação e da interferência total de Bruxelas, é chegada a hora de o povo britânico recuperar o seu país e restaurar a legalidade e a responsabilidade do seu processo político”, escreve o diretor do jornal. Os leitores recebem de oferta um “Cupão para a Petição da Cruzada contra a UE”, para enviarem ao primeiro-ministro David Cameron, como parte da campanha do diário. O Daily Express salienta liricamente que “a Grã-Bretanha é uma terra à parte: uma pedra preciosa pousada num mar de prata, como disse Shakespeare de forma tão sugestiva; um reino com uma história gloriosa com mais de mil anos, com ligações a todos os continentes, e uma língua falada no mundo inteiro”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.