Diário de Notícias, 24 novembro 2010
“Governo e sindicatos à espera do país parado”, é a manchete do Diário de Notícias. A greve geral portuguesa de 24 de novembro, contra a proposta de orçamento de austeridade é a maior dos últimos 22 anos, em Portugal. O setor dos transportes é o mais afetado, com os aeroportos parados e cerca de 74,2% dos comboios dos principais centros urbanos sem saírem das estações. O Governo prevê “cortes nos salários dos funcionários públicos, congelamento de pensões para 2011 e uma subida de 2% do IVA”, escreve o diário lisboeta.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.