“O salvamento da Irlanda anima a especulação contra a Espanha”, titula o diário El Mundo, um dia após um maciço ataque dos mercados contra a Bolsa de Madrid que, a 22 de novembro, teve uma queda de 2,7%, a mais elevada dos mercados europeus, enquanto o prémio de risco das obrigações espanholas atingiu os 211 pontos. O diário lembra que se a UE afirmou, através de um porta-voz, que “a Espanha não é a Irlanda”, “Portugal e Espanha estão agora na mira dos investidores”, que “exigem mais medidas de controlo do défice”. Madrid só conseguirá “desembaraçar-se dos mercados” se levar por diante as reformas iniciadas, afirma o diário conservador, segundo o qual, no entanto, o Governo de José Luís Rodríguez Zapatero “tem falta de força e de credibilidade”, o que torna o país “uma presa fácil para os especuladores”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.