The Irish Times, 19 novembro 2010
Pelo menos são os primeiros: The Irish Times publica mesmo em primeira página uma fotografia dos peritos do Fundo Monetário Internacional encarregados de supervisionar os planos de austeridade orçamental a caminho da sede do Banco Central Irlandês, em Dublin. Vão "estabelecer as formalidades com o Governo" irlandês, titula o jornal, acrescentando que "os representantes do BCE e da Comissão Europeia também vão participar" nas negociações. O diário publica ainda uma série de cartas dos leitores, no editorial da véspera, que perguntam, em tom de provocação, se os combatentes pela independência da Irlanda morreram em 1916 para que, um século depois, o país "entregue a sua soberania à Comissão Europeia, ao BCE e ao FMI".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.