O 21º aniversário da Revolução de Veludo foi pretexto para a manifestação de mais de dois habitantes de Praga contra o "casamento vergonhoso" entre os conservadores do ODS e os sociais-democratas do CSSD para a Câmara Municipal da capital checa, lê-se no Mladá Fronta DNES. Segundo o diário, o acordo constitui "uma traição aos eleitores", que, nas eleições municipais de meados de outubro, deixaram claro que não queriam o presidente cessante, da ODS, atolado em escândalos, nem o CSSD. Colocados no oposto do espetro político, os dois partidos conseguiram afastar o TOP 09 (de centro-direita), que ganhou o escrutínio. "A classe política voltou a fracassar, mostrando que os cargos e o dinheiro são mais importantes do que a vontade dos eleitores", lamenta o Mladá Fronta DNES. O seu homólogo Lidové noviny relata as coligações do ODS com o CSSD noutras grandes cidades e antevê iminentes "defenestrações de Praga".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.