“Tudo se desmorona”, é a manchete desta semana de L'Espresso, sobre a crise governamental que se agrava de dia para dia em consequência de uma série de escândalos sexuais e desastres, como as cheias e a derrocada de uma villa romana, em Pompeia. Ontem, o Futuro e Liberdade para a Itália, o novo partido fundado no mês passado pelo ex-aliado de Berlusconi, Gianfranco Fini, retirou o seu apoio ao Governo e abandonou as pastas ministeriais que detinha, depois de ter sido ignorado o seu apelo para que o primeiro-ministro se demitisse. O Governo deve manter-se à tona até o orçamento ser aprovado, provavelmente a 15 de dezembro, mas depois disso o futuro mostra-se negro: a Liga do Norte quer marcar eleições antecipadas, Fini e a oposição de centro-esquerda estão a negociar um Governo de coligação para aprovarem uma reforma da lei eleitoral, enquanto Silvio Berlusconi fala em dissolver, apenas, a Câmara Alta, onde a sua coligação perdeu a maioria. Seja quando for que as eleições se realizem, preparam-se novas alianças e equilíbrios em todo o espetro político, sugerindo uma disputa complexa e quente, à boa maneira italiana.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.