“As negociações que estavam a decorrer em Bruxelas, entre os Estados-membros e os deputados europeus, sobre o orçamento da União Europeia para 2011, falharam, na segunda-feira, 15 de novembro, ameaçando mergulhar na crise as finanças comunitárias”, noticia Le Monde. O prazo para chegar a acordo foi ultrapassado, “a Comissão Europeia tem agora de apresentar uma nova proposta, enquanto os primeiros meses do próximo ano serão financiados com base no orçamento de 2010”, explica o EUObserver.
As negociações falharam porque os Estados recusaram conceder poderes suplementares aos eurodeputados nas futuras discussões sobre o orçamento plurianual, adianta aquele site de informação. Os ministros britânico e holandês não quiseram “discutir aspetos polémicos sobre as perspetivas orçamentais a longo prazo como conseguir ‘recursos próprios’ para a UE através de impostos suplementares ou a ‘flexibilidade’ do orçamento quando existam despesas não previstas”.
“Os Estados tinham exigido limitar o aumento do orçamento a 2,91 (sobre um montante de cerca de 123 mil milhões de euros)”, lembra Le Soir, “e o Parlamento acabou por aceitar essa exigência, apesar de, no início, ter desejado quase o dobro? Os eurodeputados não são insensíveis às dificuldades orçamentais com que quase todos os Estados membros se debatem atualmente.” Mas, acrescenta o diário de Bruxelas, “a batalha do orçamento é altamente política. O Parlamento Europeu quer preparar-se para o futuro. Quer ter uma palavra a dizer sobre o financiamento futuro da União”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.