"Fillon, o hiperprimeiro-ministro" é o título de La Tribune, no dia a seguir à remodelação governamental efetuada pelo "hiperPresidente" Nicolas Sarkozy. O diário económico insiste assim no caráter "indissociável" do primeiro-ministro reconduzido no cargo, François Fillon, e a sua complementaridade com Sarkozy. Anunciada em março, a remodelação põe fim a oito meses de expectativa e tergiversações, explica o Libération, jornal para o qual "a montanha da comunicação pariu um rato político". A nova equipa conta muito poucos novos elementos, "a continuidade prevalece amplamente sobre a mudança". Para o diário de esquerda, trata-se do "fim oficial de qualquer abertura [à esquerda] e o encerramento numa equipa fidelizada, destinada a fazer campanha [presidencial para 2012], mais do que à governação".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.