'Frio como um Inverno ucraniano' pode bem vir a transformar-se numa expressão proverbial. A UE está a tentar, junto do FMI, um empréstimo de 4 mil milhões de dólares para a Ucrânia, poder pagar a compra de gás russo. Trata-se de um empréstimo que pode ser decisivo para a Ucrânia manter o seu percurso pró-ocidental ou cair no colo da Rússia, escreve o diário Polska de Varsóvia. “Conceder este empréstimo é mais importante do que a agenda da iniciativa Parceira Oriental e confirmará que a Europa trata a Ucrânia como um parceiro sério”, defende o cientista político e publicitário Jerzy Marek Nowakowski. Kiev precisa desesperadamente de apoio financeiro – a crise económica deixou os seus cofres vazios e não consegue pagar a conta do gás russo. Sem a intervenção do FMI, pode irromper nova guerra do gás entre a Ucrânia e a Rússia. A Gazprom, o monopólio russo do gás, deu à Ucrânia até 7 de Julho para pagar o que lhe deve.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.