Trouw, 12 novembro 2010
“Os fundos da UE não chegam aos ciganos”, é o título do Trouw, segundo o qual a complexidade das regras e dos procedimentos necessários para beneficiar das ajudas europeias impedem os ciganos de se candidatarem a esses fundos. Ao mesmo tempo, várias ONG e agências governamentais citadas pelo diário afirmam que grande parte do orçamento destinado aos ciganos desaparece nos bolsos dos políticos locais e de organismos com vocação pouco clara, e que há “falta de vontade política, na Roménia, para melhorar as condições de vida dos ciganos”. Segundo a ONG romena Agenţia Împreună, das mais de 300 organizações que supostamente trabalham com ciganos, apenas 20 são ativas.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.