"Tive de decidir se liquidávamos o grupo dirigente da ETA. Disse que não. E não sei se tomei a decisão certa": esta frase de Felipe González ocupa a primeira página de El País, que publica uma longa entrevista com o antigo primeiro-ministro socialista. González recorda assim "a possibilidade única" que teve de "dar ordem para liquidar todos os chefes" da organização terrorista basca, por ocasião de uma reunião clandestina realizada em França, no final dos anos 1980, período em que ETA reinava de maneira especialmente violenta em Espanha. El Mundo, por seu lado, vê nisto a confissão implícita de González de que "controlava a guerra suja'" contra a ETA movida pelos GAL, uma organização paramilitar clandestina espanhola, cuja existência foi revelada pelo diário conservador no início da década de 1990.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.