“Berlusconi ataca gays”, titula La Repubblica. Sujeito a escrutínio nacional e internacional após revelação de mais uma "amiga" menor de idade, o primeiro-ministro italiano reagiu a um assunto ainda mais difícil com uma das suas habituais piadas: “É preferível olhar para miúdas giras do que ser gay”. No meio dos protestos das associações de homossexuais, uma outra acompanhante envolvida numa investigação de tráfico de drogas disse aos procuradores que tinha feito sexo a troco de dinheiro com Berlusconi. Alega que o primeiro-ministro a convidou para ir a uma festa na sua villa, onde ela e outras raparigas receberam droga e dinheiro e tomaram um banho de hidromassagem com o anfitrião. Os assessores do primeiro-ministro negam todas estas declarações e Berlusconi ameaça restringir ainda mais a sua controversa lei das escutas telefónicas, com os órgãos de comunicação social a arriscarem encerramentos que podem chegar aos 30 dias.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.