“Pacote de austeridade reaberto”, titula Die Presse depois de ontem o Governo austríaco ter anunciado o recomeço das negociações sobre o orçamento de 2011. O documento, tardiamente preparado por causa das eleições regionais, é tido como socialmente injusto e politicamente inábil. Face aos protestos, foram abandonadas as propostas que punham fim à ajuda financeira aos estudantes e que aumentavam os impostos sobre o petróleo e os bancos. De repente, lamenta o diário de Viena, multiplicam-se reivindicações vindas de todos os lados, nomeadamente das Igrejas, dos sindicatos e dos estudantes. O chanceler social-democrata Werner Faymann aceitou “entrar numa discussão de feira”, pondo em perigo os objetivos económicos do Estado, queixa-se Die Presse.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.