Ta Nea, 3 novembro 2010
Quatro pequenas explosões de encomendas-bomba em 48 horas, três em Atenas e uma em Bolonha, num avião, “uma dezena de outros pacotes neutralizados e dirigidos a embaixadas estrangeiras ou ao presidente Nicolas Sarkozy, a Grécia está em estado de alerta”, relata Ta Nea. Uma das encomendas terá mesmo chegado à chancelaria alemã. O jornal faz título com “os entregadores da morte”, cinco homens procurados pela polícia. Alegadamente, pertencem a grupos anarquistas criados após os motins de 2008, como o Conspiração das Células de Fogo ou a Seita dos Revolucionários, “dois grupos extremistas de esquerda em que um [a Seita] tem apenas um objetivo: matar”, explica o jornal de centro-esquerda.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.