Público, 27 outubro 2010
“Contas secretas na Suíça: os evasores fiscais rendem 260 milhões de euros ao Tesouro”, anuncia o Público. Depois de ter investigado, com base em informações fornecidas pela França, as contas de cidadãos espanhóis na filial suíça do banco HSBC, o Governo espanhol recuperou esta soma junto dos cerca de 659 contribuintes identificados “que regularizaram a situação”, explica o diário. Esta medida foi criticada pela oposição, por alguns procuradores e pelas associações de controladores fiscais, que a consideram “um tratamento preferencial” e “uma amnistia encapotada”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.