São o oposto um do outro, mas, mais uma vez, Vaclav Klaus e Vaclav Havel partilham as capas dos jornais. Enquanto o Presidente checo continua a bloquear a ratificação do Tratado de Lisboa, o seu antecessor anuncia que vai realizar um filme. “Cabe-me a última palavra“, cita o Lidové Noviny, explicando que Klaus quer ser o último na Europa a assinar o texto, apesar da ratificação aprovada em Maio pelo Parlamento.
“Havel realizador“, titula igualmente o diário, pois o dramaturgo-político vai adaptar a sua última peça, “Odcházeni” (Sobre a Partida). A mulher, a actriz Dagmar Havlová, terá o papel principal nesse filme de poesia do absurdoa, que fala de liberdade e do vazio humano. Um regresso “ao início da sua carreira dramática, quando sonhava tornar-se realizador“, observa o Lidové Noviny.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.