“Parlamento Europeu premeia dissidência cubana”, traz El País em título. Após um encontro à porta fechada em Estrasburgo, a 21 de outubro, os líderes dos grupos políticos do PE concordaram em conceder o prémio Sakarov 2010, no valor de 50 mil euros, ao dissidente cubano Guillermo Fariñas, que passou os últimos 11 anos e meio na cadeia e que terminou em julho uma greve de fome. Ao anunciar o laureado ao restante Parlamento, o presidente Jerzy Buzek declarou: "Fariñas dispôs-se a sacrificar a saúde e a vida para conseguir mudanças em Cuba”. Com o apoio do presidente à candidatura de Fariñas, o diário madrileno ressalta que os “aplausos vindos do centro-direita do hemiciclo contrastaram com o silêncio da esquerda, que depois abriu o verbo quando o debate se instalou, sobre o "descrédito" em que o Parlamento tinha caído. Um socialista espanhol queixava-se: “Decidiram conceder o prémio a uma causa já conhecida e que está em vias de resolução”.
Prémio Sakharov
Fariñas não reúne unanimidade no Parlamento
22 outubro 2010
Presseurop
El País
20minutos - CC
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.