No momento em que o Irão activa o seu arsenal digital para impedir a livre circulação de informação, a Nokia-Siemens está no centro de uma polémica, refere o Frankfurter Allgemeine Zeitung. O gigante germano-finlandês das telecomunicações é acusado de ter fornecido a Teerão tecnologia que permite analisar e censurar informação existente na internet. O software em questão permitia apenas "registar as chamadas nacionais", defende a empresa, assegurando que o Irão não está sujeito a um embargo. Não obstante, refere o diário alemão, "a Nokia-Siemens abriu um fórum no seu site – ainda que pouco visível – onde o assunto é discutido com muita emoção. Um dos comentários acusa a Nokia de ter ficado com o sangue da Neda [a manifestante iraniana cuja morte foi divulgada pela Internet] e outros apelam ao boicote" da empresa.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.