"Um Governo normal mas especial", anuncia na sua primeira página o Trouw, ao lado de uma fotografia da rainha Beatriz com a nova equipa na escadaria da sua residência, no Palácio de Huis Ten Bosch. Mark Rutte, o primeiro chefe, em 92 anos, de um executivo conservador-liberal, admite, num tom tranquilizador, que o seu Governo é especial (sem maioria no Parlamento, depende do apoio do PVV populista e islamófobo de Geert Wilders). "Sobretudo no estrangeiro, [Rutte] esclarece que o Governo da Holanda é normal", afirma o jornal. Ainda não há um mês, Rutte qualificou o novo Gabinete como um "Governo a quem a direita flamenga vai lamber os dedos", um descuido verbal que retificou mais tarde: será igualmente "um Governo aberto à sociedade e aos restantes partidos no Parlamento".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.