Die Tageszeitung, 14 outubro 2010
“Muçulmanos, objeto de ódio”, insurge-se o Tageszeitung. Segundo um estudo realizado pela Fundação Friedrich Ebert, publicado a 13 de outubro, 58,4% dos alemães querem restringir a prática religiosa dos muçulmanos na Alemanha. “Falar, falar, falar, convencer”, deixou de ser uma boa estratégia contra os ressentimentos xenófobos. É preciso tirar as consequências políticas, afirma o diário. A hostilidade para com os muçulmanos, acrescenta, “alimenta-se do sentimento de não ter voz no processo político” e é uma consequência da “exclusão material que muitas pessoas vivem nos dias de hoje”. Para o Tageszeitung, a solução passa por mais participação social, pela criação de um rendimento mínimo e por mais democracia direta.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.