Os britânicos mais velhos vão ficar em estado de choque com as revelações feitas pelo Daily Express sobre “uma devastadora nova ronda de intromissões de Bruxelas”. Um dos objectivos do Solvência II – uma série de novas propostas comunitárias em matéria de fundos de pensões – é obrigar as empresas a investir o dinheiro das pensões dos seus funcionários em sectores de investimento mais seguro como, por exemplo, obrigações do Tesouro. Para o eurocéptico Daily Express, no entanto, “os eurocratas” estão realmente a “devastar os planos de reforma de centenas de milhares de pessoas.” E, como o título indica, em 20% no mínimo. Foram lesados e agora são insultados com milhões de “empregados do Estado, incluindo deputados e funcionários públicos” imunes aos efeitos desta peça negra legislativa de Bruxelas, “porque continuam a receber as suas pensões de reforma em metal dourado garantidas pelo contribuinte.” Ontem à noite, pensionistas e deputados mais velhos “sentiram-se indignados”, revela o Daily Express.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.