Le Monde, 8 outubro 2010
"A polícia tem um ficheiros ilegais de ciganos e viajantes", revela Le Monde. Entre 2000 e 2004, os ciganos interrogados foram classificados por nacionalidade, explica o diário, que sublinha que "não são húngaros ou georgianos – se fossem ciganos, eram ciganos húngaros ou georgianos". A existência deste ficheiro, batizado MENS (Minorias Étnicas Não Sedentárias) contradiz as declarações oficiais que afirmam não haver em França dados estatísticos baseados na raça e na etnia. Quatro associações de ciganos e pessoas em viagem recorreram à justiça. Em setembro, a Comissão Europeia já tinha ameaçado processar a França por discriminação étnica.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.