“Processo Kerviel: efeito de bumerangue”, traz La Tribune em título, no dia seguinte à condenação do antigo corretor da Société Générale a cinco anos de prisão, três dos quais de prisão efetiva, e ao pagamento de 4,9 mil milhões de euros de prejuízos e juros, por ter provocado, no início de 2008, uma perda recorde de cinco mil milhões de euros, ao fazer aquisições arriscadas. Para o diário económico, este veredicto, que responsabiliza o operador por todos os danos, “introduz um elemento de dúvida”. “Ao pronunciar uma condenação fantasista, os juízes correram o risco de descredibilizar a sua instituição (…) Ao bater duramente num subalterno, mesmo culpado, expõem-se à censura de assumirem uma justiça enviesada, que protege os poderosos e ataca duramente os fracos.” “Se pretendiam ilibar a Générale, falharam o objetivo, atribuindo-lhe uma vitória que não servirá para lhe limpar a reputação.” Jérôme Kerviel vai interpor recurso desta decisão.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.