"Nada", diz o título de De Morgen, em holandês e em francês. Cento e catorze dias depois das eleições gerais na Bélgica, Bart De Wever, líder do partido nacionalista flamengo N-VA, abandonou a mesa das negociações com vista à formação de um novo governo. Segundo o diário flamengo, as conversações com os outros seis partidos fracassaram porque aquele partido de direita receia "poder ficar isolado num futuro governo de esquerda". "Uma hora depois do anúncio do encerramento da Opel Antuérpia […], todos os olhos estavam postos na conferência de imprensa de Bart De Wever", lamenta um editorialista. "A lógica dos políticos tem precedência sobre as questões sociais e económicas. Não só eles mas também nós – eleitores, media – achamos a mudança de governo mais importante do que a realidade socioeconómica."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.