“Os democrata-cristãos fazem alvo ao centro”, titula o Financial Times Deutschland no dia em que toda a imprensa se mostra chocada com a violenta repressão da polícia contra uma manifestação pacífica que contestava o projeto “Estugarda 21”. Carca de mil manifestantes, entre os quais muitos conservadores, queriam impedir o abate de 300 árvores do parque de Estugarda (governada pelos democratas-cristãos), primeira etapa para a construção de uma enorme estação de comboios subterrânea; desde há um mês que o projeto está a ser contestado com manifestações. Mas, a 30 de setembro, a situação deteriorou-se: perante uma multidão que entoava o hino nacional alemão – coisa raríssima na Alemanha – a polícia usou canhões de água e gás lacrimogéneo, ferindo cerca de 400 pessoas. Para o FTD, o Estado cometeu um grave erro político mostrando-se intransigente e arrisca-se, assim à radicalização dos “bons cidadãos”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.