“Ganhou, mas perdeu", titula La Stampa. “Ele tem a confiança, mas nós pensamos nas eleições”, resume o diário no seu editorial, referindo-se ao paradoxo do voto pelo qual a Câmara de deputados garantiu a confiança a Silvio Berlusconi. O chefe do Governo precisou, de facto, do voto dos 32 deputados “rebeldes” liderados pelo seu ex-aliado, o presidente da Câmara Gianfranco Fini. “Belo aniversário de merda”, comentou, a quente, Berlusconi, que festejava os seus 74 anos e que tera agora de negociar com Fini, o que provocará, inevitavelmente, algumas fricções com o seu outro aliado, a Liga do Norte. Por isso, escreve La Stampa, “o forte abanão de ontem não será nem o primeiro nem o último de um terramoto que fará tremer o país durante muito tempo”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.