"Wilders reivindica participação histórica", titula o Trouw no dia seguinte ao acordo entre o Partido Cristão-Democrata (CDA), o Partido Liberal (VVD) e o Partido da Liberdade (PVV). O CDA e o VVD, que desde as legislativas do passado dia 9 de junho procuravam uma base de entendimento, formaram igualmente uma aliança à direita com o apoio suplementar do PVV, o partido islamófobo de Geert Wilders. Este último afastou assim os partidos de esquerda e vai desempenhar, com os seus 24 mandatos (52 para os dois outros partidos), um papel central na política do Governo provavelmente liderado por Mark Rutte, presidente do Partido Liberal. O Congresso dos cristãos-democratas, a ter lugar esta sexta-feira, irá determinar a continuidade ou o fim da coabitação entre o CDA e o PVV.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.