"Klaus luta por nós!, dizem os checos" – é o que afirma hoje o Lidové Noviny. Este diário publica uma sondagem exclusiva, segundo a qual "a sabotagem" do Tratado de Lisboa pelo Presidente checo é vivamente apoiada por 65% dos seus compatriotas. A sondagem revela ainda que "aproximadamente a mesma percentagem de pessoas receia que sejam postos em causa os decretos Beneš", o que, salienta o jornal, permitiria aos alemães dos Sudetas recuperar os bens que lhes foram apreendidos após a Segunda Guerra Mundial. Esta questão sensível para os checos tornou-se o derradeiro argumento de Václav Klaus, na sua luta contra o tratado.
O grande silêncio dos políticos checos foi quebrado ontem pelo ex-Presidente Václav Havel, que criticou fortemente a posição de Klaus, que qualificou de "irresponsável e perigosa". Sendo assim, porquê tamanho apoio popular? "Nenhum político foi capaz de convencer a opinião pública de que o Tratado de Lisboa era uma invenção maravilhosa, sem a qual a Europa se afundaria", comenta o jornal.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.