"Orçamento mais duro no horizonte devido a contração económica", escreve o Irish Times, um dia depois de as estatísticas terem revelado que o PIB da Irlanda sofreu uma contração de 1,2% no segundo trimestre de 2010. "A Irlanda e a Grécia foram, entre os 16 países da zona euro, as duas únicas economias a registar um recuo", salienta este diário de Dublin. "O facto sublinha a situação de desajustamento da Irlanda e poderá torná-la mais vulnerável à perda de confiança dos investidores." O ministro das Finanças, Brian Lenihan, negou que a economia esteja a resvalar para um cenário de recessão dupla [double-dip recession, recessão caracterizada por um breve período intermédio de recuperação] e afirmou que os números mostram que a economia está a estabilizar. O Governo tenciona levar por diante um novo orçamento de austeridade e reduzir o défice em mais três mil milhões de euros, em 2011.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.