Frankfurter Rundschau, 23 setembro 2010
"Desemprego nunca mais", diz o título do Frankfurter Rundschau, no entender do qual os trabalhadores alemães vão beneficiar da retoma económica. Os salários aumentam e, sobretudo, a Siemens pôs termo aos despedimentos. O grupo, que emprega 128 mil pessoas na Alemanha, prolongou o "pacto de emprego", através do qual garante não despedir os seus trabalhadores e envolvê-los mais na estratégia da empresa. No entanto, uma vez que esse pacto pode ser renegociado a partir de 2013 e inclui uma cláusula para o caso de crise grave, a imprensa interroga-se sobre a vontade real de garantir a segurança do emprego.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.