Il Sole 24 Ore, 22 setembro 2010
"O Conselho de Administração do UniCredit retira a confiança a Profumo", titula Il Sole 24 Ore, no dia seguinte à demissão do patrão do principal banco italiano, bem estabelecido na Alemanha e na Europa central. O Conselho condena Alessandro Profumo por ter consentido que a Líbia passasse a ser a primeira acionista do banco sem o informar. O diário pergunta "Quem tem medo de um banco independente?", adiantando que Profumo, exemplo italiano raro de gestão independente, conta com vários inimigos políticos. A começar pela Liga do Norte, diz La Repubblica que explica ainda que Profumo se mostrou hostil ao aumento da sua influência no setor bancário.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.