The Irish Times, 22 setembro 2010
“Retoma dos mercados após a venda de 1,5 mil milhões de euros de obrigações do Tesouro”, é o título do Irish Times. Após semanas de especulação na zona euro sobre a solvabilidade da Irlanda, realizou-se este ano o oitavo leilão de títulos de dívida pública, mas com um preço. Os juros ultrapassaram os 6% nos títulos a oito anos e não chegaram aos 5% nos títulos a quatro anos, quase três vezes mais do que taxa alemã. “A venda coincidiu com novos números a revelar uma subida da emigração irlandesa e uma pequena quebra nos números do emprego no Estado”, nota o diário de Dublin. De acordo com as últimas estatísticas, 35 mil pessoas abandonaram o país entre abril e junho, a taxa mais elevada desde 1989, o auge da última recessão.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.