Desde janeiro que o "Estado português está a endividar-se ao ritmo de 2,5 milhões de euros por hora", é o título do Público. As contas foram feitas pelo economista João Duque, que disse ao diário português que Portugal apresenta "um ritmo de endividamento insustentável, ainda mais porque se destina a fazer face a despesas correntes do Estado, que não param de crescer". Para este economista e presidente do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), "o país está a dar um péssimo sinal aos mercados e os investidores são capazes de correr com primeiros-ministros, ao cortarem o financiamento ao país". Neste momento, a dívida pública ascende a 146 mil milhões. Desde janeiro que aumentou 14,2 mil milhões de euros, muito próximo dos 17,4 mil milhões autorizados pelo Orçamento do Estado para este ano.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.