Le Monde, 14 setembro 2010
“O Eliseu violou a lei sobre o segredo das fontes de informação”, titula Le Monde, que anuncia a sua intenção de apresentar queixa contra X por violação do segredo das fontes para que “neste caso e noutros, a liberdade de imprensa seja estritamente respeitada”. Segundo o diário, os serviços de contraespionagem terão sido utilizados para procurar a pessoa – no caso, um alto funcionário – que informou um dos jornalistas sobre o caso Woerth-Bettencourt. “Assim, prescindindo das mais simples regras de justiça, o Eliseu imaginou uma solução para circunscrever o incêndio. Como o fogo, todos os dias ou quase, a questão reacende-se e é muito cómodo acusar os jornalistas de serem os incendiários”, diz o editorial de Le Monde.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.