Corriere della Sera, 14 setembro 2010
“Metralhados no mar pelos líbios”, titula o Corriere della Sera, depois de uma vedeta líbia ter aberto fogo, a 12 de setembro, contra uma traineira italiana, em águas internacionais (mas reivindicadas por Trípoli) do golfo de Sirte. Para evitar a apreensão do seu barco, a tripulação da traineira ignorou os avisos da vedeta – uma das seis entregues à Líbia pela Itália, no quadro de um acordo que tem como objetivo combater a imigração ilegal – e voltou para trás. Segundo o Governo italiano, trata-se de um “incidente”, mas o episódio reabriu a polémica sobre os acordos com a Líbia, com várias vozes a levantarem-se, em Itália, exigindo que sejam revistos ou revogados.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.