Neurocirurgiões russos a trabalharem como motoristas de táxi na Europa, "não pode continuar", escreve o Tagesspiegel, após a publicação de um estudo da Transatlantic Academy que põe em causa as políticas migratórias na Europa e nos Estados Unidos. "É errado dizer que os imigrantes altamente qualificados se integram mais facilmente que os ‘pobres’", observa o diário berlinense. Além disso, a tão procurada imigração económica seria ineficaz. "A Alemanha, a Inglaterra, a França e a Irlanda desperdiçam trabalhadores qualificados, não lhes reconhecendo os diplomas". Contrariamente aos Estados Unidos, os europeus não têm tido êxito na integração das crianças dos trabalhadores pouco qualificados, contratados em certos ramos industriais. "O balanço alemão é o pior de todos”, salienta o jornal. "Apenas 15,5% dos estrangeiros têm um diploma universitário."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.