A Bélgica está em choque após a publicação, a 10 de setembro, do relatório final da comissão criada pela Igreja belga para os casos de pedofilia cometidos por padres católicos entre os anos de 1950 e 1980. Os testemunhos das vítimas – 475 “sobreviventes”, a que se juntam 13 suicidas – são tão esmagadores e tão repetidos dentro das congregações e dos internatos que o autor do relatório, o pedopsiquiatra independente Peter Adriaenssens, o qualificou como “Dossiê Dutroux da Igreja belga”, como titula Le Soir. O diário denuncia a “pesada culpa da Igreja” e aponta também “a responsabilidade da sociedade belga que, num momento da sua história, pela organização do seu ensino, a pouca proteção à infância e a sua submissão à autoridade religiosa, falhou”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.