A decisão dos ministros da Economia e das Finanças dos Vinte e Sete de autorizarem a outorga de uma nova parcela da ajuda financeira à Grécia foi acolhida com ceticismo em Praga. Segundo o Hospodářské noviny, a Europa simplesmente mantém “a Grécia viva inutilmente”. Na melhor das hipóteses, afirmam os especialistas interrogados pelo diário, a dívida daquele país poderá passar dos atuais 115% do PIB para 150% em 2014, data em que Atenas se comprometeu a voltar aos critérios de convergência do euro. Com efeito, se “a ajuda coordenada impediu a falência rápida da Grécia, no entanto, não convenceu os mercados de que o risco estava definitivamente afastado”. Durante essa mesma reunião do Ecofin, lembra o jornal, a Eslováquia voltou a confirmar a sua recusa em participar no plano de salvamento da Grécia.
Grécia
Ajuda europeia, uma obstinação terapêutica
8 setembro 2010
Presseurop
Hospodářské noviny
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.