“Subida dos títulos de dívida pública entre receios quanto aos bancos irlandeses”, titula The Irish Times. Pelo segundo dia consecutivo, os títulos de dívida pública do Governo irlandês a 10 anos ultrapassaram, de forma alarmante, a barreira dos 6%, uma percentagem quase três vezes superior à dos títulos alemães equivalentes. Entre a especulação de que começou uma “corrida”, as ações dos bancos irlandeses também desceram vertiginosamente uma semana após o banco zombie anglo-irlandês nacionalizado ter anunciado a necessidade de aproximadamente 25 mil milhões de euros de capital fresco para se manter em funcionamento. “Isto, por seu turno, leva a que todos os bancos irlandeses tenham dificuldade em conseguir fundos para pagar a dívida de garantia do Estado na ordem dos 25 mil milhões de euros que vence este mês”, nota o diário de Dublin.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.