"Coligação preto-amarelo às riscas", titula o Tagesspiegelno dia seguinte à decisão governamental de prolongar doze anos, em média, a duração de 17 centrais nucleares alemãs. O executivo retoma assim a decisão do Governo anterior de abandonar o nuclear até 2022, adiando o prazo para meados do século. Como contrapartida desta oferta, num valor que oscila entre os 50 e os 127 mil milhões de euros, a indústria nuclear irá pagar um imposto sobre o combustível nuclear de 1 milhão e 500 mil euros por ano (contra os 2 milhões e 300 mil inicialmente previstos), explica o diário alemão. Era algo que fazia parte das promessas eleitorais de Angela Merkel, nota o Tagesspiegel, mas, perante a hostilidade dos alemães para com o nuclear, "a Chanceler poderá ter encurtado a sua carreira política".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.