Reformas, escândalos político-financeiros, ciganos... A rentrée está a ser, como previsto, muito quente para o Governo francês, afirma o Libération que titula como “Surto de febre” os protestos no país. “Divertido movimento social. Mal chegaram de férias, os franceses foram convocados para se manifestarem amanhã [terça-feira, 7 de setembro] contra um projeto de alteração das reformas (...), apresentado por um ministro [Eric Woerth, o ministro do Trabalho suspeito de conflito de interesses no caso Bettencourt] preso por um fio, no meio de um clima de desconfiança generalizada”, escreve aquele diário. No sábado, 4 de setembro, vários milhares de pessoas desfilaram pelas ruas de Paris contra a política “xenófoba” do Governo francês, sobretudo no que diz respeito aos ciganos.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.