Itália
Expo 2015: fiasco milanês
3 setembro 2010
Presseurop
Il Post "Milão arrisca-se a perder a Expo?", pergunta Il Post, após ter sido revelado que a capital económica italiana pondera renunciar à organização do evento, marcado para 2015, por causa dos "atrasos nos projetos de infraestruturas, as polémicas atribuições de cargos, os conflitos entre coletividades locais e as infiltrações do crime organizado nos concursos públicos". Seria uma vergonha para Milão, mas seria mais fácil de digerir do que nada estar pronto no dia da inauguração. O município também ficaria aliviado, acrescenta o jornal económico Italia Oggi, visto que Ancara se propôs retomar a iniciativa (Esmirna disputou com Milão a atribuição da Expo 2015) e entregar à cidade de Milão – muito endividada – uma importante ajuda financeira.
Desde que o país foi submetido ao tratamento de austeridade do triunvirato FMI-UE-BCE, os portugueses mudaram os seus hábitos de consumo. A crise obriga-os a poupar, mas também a ser mais criativos.
Com o Tratado de Maastricht, assinado a 7 de fevereiro de 1992, a Comissão Europeia e os funcionários europeus passaram a ter poderes inéditos. Duas décadas depois, o primado da economia sobre a política acabou com o sonho que tinham e a crise transformou-os em testas-de-ferro.
Tornou-se quase sistemático: em todas as controvérsias sobre a maneira como Berlim tenta impor os seus pontos de vista na resolução da crise da dívida, os alemães são remetidos para o seu passado nazi. Como reagir? Die Zeit propõe algumas respostas aos seus leitores.