O Guardian publica hoje nada menos do que quatro artigos sobre a intenção de David Cameron, líder do Partido Conservador introduzir um maior grau de transparência no sistema político inglês. Tudo, porque os escândalos com os pagamentos de despesas pessoais aos titulares estatais britânicos parecem estar para lavar e durar. “Os membros do Parlamento publicaram ontem, finalmente, os seus documentos de despesas, mas com vastos pedaços dos originais censurados”, relata o Independent.
Ficou evidente que, dois dias antes de deixar o poder, o ex-primeiro-ministro Tony Blair solicitou 6.990 libras para reparações no seu telhado. Na sequência da recente remodelação do gabinete de Gordon Brown, vieram à tona pormenores relativos a Ben Bradshaw, o novo secretário da Cultura e Comunicação Social, que pediu o reembolso de 20 libras pela ligação de um cabo no seu televisor realizada por um engenheiro. O novo secretário da Defesa, Bob Ainsworth, meteu igualmente as despesas da pintura dos seus portões, em 2004. Outros membros do Parlamento pediram reembolsos de 48 centavos de libra de um selo e 1 centavo de libra de uma chamada de telemóvel. Os 5.500 ficheiros dos muito propalados registos de um milhão de pedidos de reembolso de despesas foram afixados no site de Internet do Parlamento britânico, sete semanas após o Daily Telegraph ter começado a publicar informações pormenorizadas. “Não há dúvida de que nos queriam manter na ignorância dos factos”, diz o Independent.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.