Muammar Kadafi está de novo em Roma e faz-se notar, graceja L'Unità. À semelhança da controversa visita de 2009, o líder líbio deslocou-se com o habitual séquito feminino de guardas pessoais, montou uma tenda no jardim do embaixador e reuniu-se com 500 raparigas – contratadas a 70€ cada pela agência de assistentes – das quais terá convertido três ao islamismo. "O islão deveria ser a religião de toda a Europa", terá afirmado o líder líbio, suscitando a cólera dos católicos no Governo e comprometendo o seu grande amigo Silvio Berlusconi, que comentou "Faz parte da tradição". O acordo de Bengasi continua a suscitar uma grande controvérsia, por ocasião do segundo aniversário, celebrado agora por Muammar Kadafi. Para além das cláusulas infamantes anti-imigração e da pesada compensação pela ocupação italiana do Norte de África na primeira metade do século XX, refere o diário, este acordo é apontado como tendo aberto as portas à entrada libanesa em Itália e contribuído para a "viragem mercantilista" na sua política externa, lamenta o deputado Matteo Mecacci.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.