“Claudy, uma grotesca perversão da justiça”, titula o Belfast Telegraph. A Irlanda do Norte está chocada com um relatório oficial, publicado a 24 de Agosto, que confirma o envolvimento de um padre católico no atentado à bomba do IRA na cidade de Claudy, no condado de Derry, em Julho de 1972, que causou nove vítimas. Num dos anos mais sangrentos do conflito na Irlanda do Norte, os serviços secretos britânicos suspeitam que Frei James Chesney era o chefe local do IRA e o “director de operações.” No entanto, William Whitelaw, então secretário de Estado para a Irlanda do Norte, decidiu, depois de consultada a hierarquia da Igreja católica, que o padre não devia ser preso mas sim transferido para o outro lado da fronteira, para a República da Irlanda. O diário de Belfast sublinha que o relatório revela “o profundo dilema moral e político que enfrentaram todos os envolvidos – a prisão de um sacerdote católico teria podido inflamar uma situação política e de segurança já por si só terrível, mas ao não o terem prendido podem ter comprometido a possibilidade de fazer justiça para aqueles que foram mortos.”
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.