"Revolta contra as tropas espanholas", titula a primeira página do Público. O diário de Madrid, assim como o resto da imprensa espanhola, desistem das notícias sobre a morte de dois polícias e do seu intérprete na província de Badghis, no nordeste do Afeganistão. No seguimento do tiroteio, centenas de residentes locais reuniram-se no portão do campo espanhol de Qala-e-Naw, entoando cânticos e arremessando pedras. O tiroteio e tentativa de assalto à base fazem parte fazem parte de uma estratégia dos talibãs para provocar um "levantamento do povo contra os efectivos espanhóis" no Afeganistão, estima o Público. Os ataques surgiram em pleno debate sobre a questão de saber se as forças espanholas devem prosseguir ou não as suas acções no país. A ministra espanhola da Defesa declarou que o seu país seguiria o calendário da ISAF (Força Internacional de Assistência e Segurança), segundo a qual a retirada está prevista para o ano que vem.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.