"República Checa, o paraíso das empresas secretas", diz o título de primeira página do Lidové noviny, a propósito de uma atividade comercial nova e florescente: a criação de sociétés européennes (SE). Recentemente introduzida na República Checa, esta estrutura jurídica permite a uma sociedade exercer as suas atividades em todos os Estados-Membros da UE, garantindo simultaneamente o anonimato dos acionistas. Aqui, pode-se "comprar uma empresa europeia pronta a funcionar", affirma o Lidové noviny, que adianta que cerca de metade das 605 SE registadas na União Europeia estão domiciliadas na República Checa. Uma das razões deste sucesso reside no desejo declarado do Governo de Praga de proibir as sociedades anónimas, para combater os conflitos de interesses nos concursos públicos.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.