"Demitiu-se", diz, com ironia, Il Riformista, após a morte do senador vitalício Francesco Cossiga, de 82 anos. Antigo primeiro-ministro, Presidente (1985-1992), ministro do Interior, na época do rapto de Aldo Moro pelas Brigadas Vermelhas, e ministro da Defesa, Cossiga foi uma das figuras centrais da História de Itália do pós-guerra e, talvez, a mais controversa. Foi um atlantista dedicado – fez parte da rede secreta anticomunista "Stay-behind" –, amigo de Margaret Thatcher, partidário da repressão contra os movimentos estudantis e, simultaneamente, o promotor da cooperação do seu partido, a Democracia Cristã (DC) com o PCI. No seu último ano como Presidente, depois de terem estalado alguns escândalos de corrupção, chamaram-lhe "o homem da picareta", devido aos golpes que desferiu contra o seu antigo partido e que contribuíram para a queda da DC, no poder até aos anos 1990, e para o fim da "primeira República".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.