"Isto não nos diz nada", é o título de De Standaard, por cima de uma fotografia de um jovem paquistanês com lama pela cintura. O diário debruça-se sobre o fraco empenho do Ocidente perante as inundações mortíferas no Paquistão. As ONG hesitam em lançar campanhas, porque a opinião pública não parece suficientemente mobilizada. "A solidariedade depende de quatro fatores", explica o diário de Bruxelas: "o efeito surpresa da catástrofe, a sua amplitude, a afinidade com o povo em causa e o momento. No Paquistão, só um critério é preenchido: a amplitude". "Porque não se reage ao drama do Paquistão?", pergunta igualmente The Independent, que compara os quase 40 milhões de euros de ajuda internacional recolhidos nos primeiros dez dias da catástrofe (menos de um euro por vítima) com os mais de 575 milhões de euros recolhidos após o tremor de terra no Haiti.
A análise do diário londrino é mais política: sugere que as declarações do primeiro-ministro David Cameron, de que "o Paquistão exporta terroristas" e a recordação de que "a publicidade negativa em redor do regresso não concretizado a Islamabade do Presidente Asif Ali Zardari, após a sua visita à Europa", têm a sua dose de responsabilidade no facto. Não surpreende, pois, acrescenta The Independent, que os sobreviventes se virem para as organizações de benemerência islâmicas. Foi precisamente para contrapor a influência destas últimas que a Alta Representante para os Negócios Estrangeiros da União, Catherine Ashton, pediu aos chefes da diplomacia dos Vinte e Sete para debaterem um plano de auxílio de longo prazo para o Paquistão, na sua reunião de 11 de setembro próximo, escrive o EUobserver.
Paquistão
Por que espera a Europa para se mobilizar?
13 agosto 2010
Presseurop
Presseurop
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.