Jürgen Habermas, o único filósofo alemão vivo de reputação mundial, festeja hoje os seus 80 anos, e a Imprensa felicita-o. “É o representante mais estudado da geração do milagre científico” do pós-1945, salienta o Frankfurter Allgemeine Zeitung, que, simpaticamente, publica uma fotografia do jovem professor Habermas, em 1968. Este diário explica que é necessário situá-lo no contexto da época, para se compreender o mérito do filósofo: “Nenhum pensamento tinha sido poupado pela subversão nazi” e não se sabia quais os que realmente tinham falido. No entanto, é o próprio autor da “teoria da acção comunicativa”, que acompanhou a jovem República Federal e trabalha “para melhorar o nível dos discursos no debate público”, que diz: “Não tenho vontade nenhuma de me tornar em objecto de qualquer manifestação nostálgica”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.